São 275 quedas de água, com 70 metros de altura, que todos os anos atraem à Foz do Iguaçu, no Sul do Brasil, milhares de turistas.

São 275 quedas de água, com 70 metros de altura, que todos os anos atraem à Foz do Iguaçu, no Sul do Brasil, milhares de turistas. Para uns dias de rapel, rafting e natureza. Texto de Catarina Serra Lopes
São tão Grandes que até o som da água a cair impressiona. Fronteira natural entre o Brasil e a Argentina, as cataratas do Iguaçu, localizadas no estado brasileiro do Paraná, terão mais de 150 milhões de anos. Com 800 metros de comprimento do lado brasileiro e 1900 metros do lado argentino, inseridas num parque de floresta subtropical com mais de 250 mil hectares, são das mais imponentes quedas de água do mundo e Património Natural da Humanidade desde 1984.
O nome Iguaçu significa “água grande” e deriva da língua falada pelos índios guaranis, que viveram na região mais de dois mil anos. Segundo a lenda, as cataratas surgiram no tempo em que o mundo era governado por M’Boy, um deus com a forma de uma serpente que se apaixonou por Naipi, uma índia tão bonita que as águas do rio paravam quando ela se mirava nelas. M’Boy ficou furioso quando Naipi fugiu de canoa pelo rio com um guerreiro chamado Tarobá e, para mostrar a sua raiva, o deus penetrou nas entranhas da terra e retorceu o corpo, criando uma enorme fenda onde se formou a gigantesca catarata. Naipi e Tarobá desapareceram nas águas.
Mas a lenda não acaba aqui, diz que ainda podem ser vistos: Naipi está numas grandes rochas centrais das cataratas e Tarobá é a palmeira situada à beira do abismo.
Embora sejam muito maiores do lado argentino, grande parte das quedas (e a mais espectacular) está do lado brasileiro.
Além das caminhadas pelas margens, os passeios de barco, de helicóptero ou de rafting são uma forma de explorar a zona. Adeptos de desportos radicais têm a possibilidade de experimentar a emoção de descer 55 metros, em rapel, por uma estrutura suspensa no desfiladeiro com as cataratas ao fundo.
Para os menos radicais, os safaris Macuco são uma óptima escolha: são passeios de bote pelo rio até junto às quedas de água e incluem caminhadas pela floresta e visita a cachoeiras.
Seja qual for a opção, não se esqueça de uma capa para a chuva e de sapatos de borracha, pois a queda de água é tão forte que encharca tudo à volta.
Para os mais aventureiros, o lado argentino dá para caminhadas bem perto das quedas de água; já do lado brasileiro, os trilhos no meio da floresta subtropical permitem o contacto com a vegetação exuberante e centenas de pássaros multicolores.

Como ir: a TAP voa regularmente de Lisboa para a Foz do Iguaçu. Tarifas desde € 1.000, com taxas incluídas.

Quando ir: todo o ano é boa altura, mas há quem prefira ir depois das chuvas de Setembro e de Outubro, quando o rio está cheio e o volume da água nas cataratas é maior.

Onde ficar: no Hotel das Cataratas, o único no Parque Nacional. Tem 203 quartos de estilo colonial com vista para as cataratas. Duplo a partir de € 140. www.hoteldascataratas.com

Onde comer: no restaurante Porto Canoas, junto às cataratas. Experimente o prato típico local, o pirá de Foz, à base de peixe, mandioca, espinafres, arroz, cenoura, pimentão e gengibre.

O que fazer: rafting, rapel, escalada, passeios de barco e de helicóptero são algumas das actividades que pode fazer no Parque Nacional do Iguaçu.

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