Numa lista criada pela publicação Lonely Planet, a Ilha de Tavira foi eleita como uma das dez melhores praias de todo o mundo


Numa lista criada pela publicação Lonely Planet, a Ilha de Tavira foi eleita como uma das dez melhores praias de todo o mundo para se viajar com crianças. “Na ponta Leste da costa Sul portuguesa, esta cidade calma tem uma magnífica praia que se estende por várias milhas. E, o melhor de tudo, é que se apanha um barco para lá chegar”, escreveu a Lonely Planet sobre Tavira. Do guia turístico “Viajar com crianças”, editado pela Lonely Planet, especialista neste tipo de publicações, constam uma dezena de locais onde, segundo a empresa, estão reunidas as condições mais apropriadas para levar crianças. Desta lista constam ainda, segundo a agência Reuters, as praias italianas da Sardenha, as de Cottesloe e Noosa, na Austrália, bem como outros destinos espalhados pelo mundo. Em comunicado, a autarquia tavirense congratula-se pela nomeação, considerando que "esta distinção vem reforçar todos os esforços da autarquia em tornar a Ilha de Tavira num local de lazer, destinado a todos os que procuram descansar e desfrutar desta paisagem paradisíaca".

Em comunicado enviado aos meios de comunicação, a Liga para a Protecção da Natureza (LPN) alerta para a destruição das dunas na Ria de Alvor


Em comunicado enviado aos meios de comunicação, a Liga para a Protecção da Natureza (LPN) alerta para a destruição das dunas na Ria de Alvor, fruto daquilo que apelidam de "estacionamento selvagem". Para a LPN, são incompreensíveis os objectivos da Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARH), que, "por um lado, quer reconstituir o cordão dunar e por outro deixa “ao Deus dará” as dunas naturais que ainda restam em Alvor". Segundo a associação ambiental, "a presença do estradão de acesso ao molhe nascente da Ria de Alvor, criado no início dos anos 90 do século passado, que deveria ter sido removido após a construção dos molhes, está hoje completamente a saque e parece terra de ninguém". "As viaturas estacionam em qualquer local e os seus proprietários atravessam as dunas em direcção ao mar criando novos caminhos, destruindo a vegetação dunar que é fundamental para agarrar as dunas e deixando lixo por todo o lado", refere a LPN, considerando que, ao permitir que tais situações decorram, "a ARH mostra a sua total incompetência para, em conjunto com a Polícia Marítima, fazer respeitar a lei de protecção das dunas". As dunas de Alvor, em conjunto com o sistema de lagunas e sapais, formam a Ria de Alvor, que se encontra integrada na Rede Natura 2000, rede europeia fundamental de conservação da natureza.

São 275 quedas de água, com 70 metros de altura, que todos os anos atraem à Foz do Iguaçu, no Sul do Brasil, milhares de turistas.

São 275 quedas de água, com 70 metros de altura, que todos os anos atraem à Foz do Iguaçu, no Sul do Brasil, milhares de turistas. Para uns dias de rapel, rafting e natureza. Texto de Catarina Serra Lopes
São tão Grandes que até o som da água a cair impressiona. Fronteira natural entre o Brasil e a Argentina, as cataratas do Iguaçu, localizadas no estado brasileiro do Paraná, terão mais de 150 milhões de anos. Com 800 metros de comprimento do lado brasileiro e 1900 metros do lado argentino, inseridas num parque de floresta subtropical com mais de 250 mil hectares, são das mais imponentes quedas de água do mundo e Património Natural da Humanidade desde 1984.
O nome Iguaçu significa “água grande” e deriva da língua falada pelos índios guaranis, que viveram na região mais de dois mil anos. Segundo a lenda, as cataratas surgiram no tempo em que o mundo era governado por M’Boy, um deus com a forma de uma serpente que se apaixonou por Naipi, uma índia tão bonita que as águas do rio paravam quando ela se mirava nelas. M’Boy ficou furioso quando Naipi fugiu de canoa pelo rio com um guerreiro chamado Tarobá e, para mostrar a sua raiva, o deus penetrou nas entranhas da terra e retorceu o corpo, criando uma enorme fenda onde se formou a gigantesca catarata. Naipi e Tarobá desapareceram nas águas.
Mas a lenda não acaba aqui, diz que ainda podem ser vistos: Naipi está numas grandes rochas centrais das cataratas e Tarobá é a palmeira situada à beira do abismo.
Embora sejam muito maiores do lado argentino, grande parte das quedas (e a mais espectacular) está do lado brasileiro.
Além das caminhadas pelas margens, os passeios de barco, de helicóptero ou de rafting são uma forma de explorar a zona. Adeptos de desportos radicais têm a possibilidade de experimentar a emoção de descer 55 metros, em rapel, por uma estrutura suspensa no desfiladeiro com as cataratas ao fundo.
Para os menos radicais, os safaris Macuco são uma óptima escolha: são passeios de bote pelo rio até junto às quedas de água e incluem caminhadas pela floresta e visita a cachoeiras.
Seja qual for a opção, não se esqueça de uma capa para a chuva e de sapatos de borracha, pois a queda de água é tão forte que encharca tudo à volta.
Para os mais aventureiros, o lado argentino dá para caminhadas bem perto das quedas de água; já do lado brasileiro, os trilhos no meio da floresta subtropical permitem o contacto com a vegetação exuberante e centenas de pássaros multicolores.

Como ir: a TAP voa regularmente de Lisboa para a Foz do Iguaçu. Tarifas desde € 1.000, com taxas incluídas.

Quando ir: todo o ano é boa altura, mas há quem prefira ir depois das chuvas de Setembro e de Outubro, quando o rio está cheio e o volume da água nas cataratas é maior.

Onde ficar: no Hotel das Cataratas, o único no Parque Nacional. Tem 203 quartos de estilo colonial com vista para as cataratas. Duplo a partir de € 140. www.hoteldascataratas.com

Onde comer: no restaurante Porto Canoas, junto às cataratas. Experimente o prato típico local, o pirá de Foz, à base de peixe, mandioca, espinafres, arroz, cenoura, pimentão e gengibre.

O que fazer: rafting, rapel, escalada, passeios de barco e de helicóptero são algumas das actividades que pode fazer no Parque Nacional do Iguaçu.

Há quem defenda que não é em tempos de crise que se devem parar investimentos importantes, premissa que a BMW parece levar muito a sério. Prova disso


Há quem defenda que não é em tempos de crise que se devem parar investimentos importantes, premissa que a BMW parece levar muito a sério. Prova disso foi o convite feito à AutoMotor para estar presente na inauguração do seu novo centro de testes de aerodinâmica, em Munique, empreendimento construído em três anos, que orçou em 170 milhões de euros e alberga 500 funcionários.Este projecto é vital para a BMW continuar o desenvolvimento dos seus modelos no âmbito da filosofia Efficient Dynamics, assente em pilares fundamentais como a aerodinâmica, o peso reduzido e a gestão eficiente dos motores. A BMW altera, assim, o seu lema para “menos emissões, mais prazer de condução”.Entre 2006 e 2008, a marca reduziu as emissões de CO2 em 15% nos modelos BMW e em 20% nos Mini, com parte destes a acusar menos de 140 g/km.O facto de os departamentos de design e aerodinâmica estarem juntos faz com que a comunicação entre designers e engenheiros seja mais estreita, o que facilita muito o trabalho de desenvolvimento.


Já existem 22 BMW e 7 Mini com emissões de co2 abaixo de 140 g/km e a tendência é para crescer. a BMW defende que juntar designers e engenheiros no mesmo espaço físico só pode trazer benefícios
Novos motoresNos vários workshops promovidos foi-nos permitido ver os dois novos motores que vão estrear-se no Série 7 (ver caixa), uma nova caixa automática de 8 velocidades, bem como os dois novos túneis de vento onde a marca vai passar a fazer os testes de aerodinâmica de todos os seus veículos. O primeiro (Aerolab) é vertical, destina-se maioritariamente a testes com modelos à escala 1:2 (cerca de 2,40 metros de comprimento no caso do Série 5), mas pode ser usado por automóveis em tamanho real, os quais são mais utilizados no túnel maior.Nas demonstrações efectuadas foi possível perceber de que forma os veículos reagem à resistência do ar (o chamado drag), a qual é dividida entre as várias secções do automóvel, sendo a forma da carroçaria responsável por 40%, os pneus e cavas das rodas por 30%, o fundo por 20% e as entradas de ar por 10%. Ao contrário do que se possa pensar, o maior “travão” aerodinâmico acontece na traseira: o turbilhão puxa, literalmente, o veículo, e não na secção dianteira, primeiro ponto de contacto com o ar. Apenas para se ter uma ideia, uma redução de 10% no drag resulta numa diminuição do consumo na ordem dos 2,5%. Pode parecer pouco, mas, multiplicando por todos os modelos da gama, a redução de emissões para o planeta é considerável.Em ambos os túneis é possível produzir ventos de 300 km/h (em apenas 30 segundos), mas, com os jornalistas presentes no seu interior, o máximo foi de 60 km/h, o que já dá para despentear… De notar que um vento de 100 km/h aplicado a um modelo real implica que, no de escala 1:2, seja imperativo subir para 200 km/h, para que os resultados sejam equivalentes. Os veículos podem ser colocados nas mais diversas posições e o modelo à escala pode ser avaliado mesmo sem rodas.O túnel maior é um verdadeiro state of the art de engenharia, com um ventilador gigante, a fazer lembrar o motor de um avião, com pás em fibra de carbono. A circulação do ar é feita na horizontal, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, e obedece a algumas regras, já que as diferenças de pressão e as turbulências geradas têm de ser controladas para que o rigor dos testes não saia beliscado. As paredes são polidas e os deflectores que obrigam o ar a descrever uma curva têm um revestimento nsonorizante, já que o ruído pode afectar a velocidade do ar, o que implicaria a necessidade de acelerar a “ventoinha”, logo, de dispender mais energia. E isso não seria certo quando se pretende seguir o conceito Efficient Dynamics.
Mais potência e economia
A BMW aproveitou esta acção para revelar dois motores de seis ilindros em linha, mais leves e evoluídos, um a gasolina e outro Diesel, além de uma caixa automática de oito velocidades a estrear pelo Série 5 Gran Turismo, quando este for lançado no final do ano em curso.O motor a gasolina é baseado no actual bloco de 3,0 litros e designa-se TwinPower por incluir um sistema de dupla sobrealimentação, apesar de, na prática, só existir uma turbina, mas do tipo twinscroll. A principal novidade é o facto de este ser o primeiro seis cilindros da marca a combinar três tecnologias: injecção directa de alta precisão (200 bar), sistema de distribuição variável Valvetronic (mais evoluído, com vela e injector transversais) e dupla sobrealimentação. A potência sobe para 326 cv, os consumos descem cerca de 8% e o primeiro modelo a estrear este motor vai ser o 740i.O Diesel, que será usado pela primeira vez no 740d, conta, igualmente, com dupla sobrealimentação, mas aqui existem dois turbos, um mais pequeno, de alta pressão com geometria variável e actuador eléctrico, e outro maior, com pás fixas. A pressão máxima ultrapassa os 3,0 bar e, em relação ao bloco anterior (presente, por exemplo, no 535d), a potência sobe para 306 cv e o binário passa para 600 Nm, constante entre as 1500 e as 2500 rpm – ou seja: cresce mais de 40%. O sistema common-rail é de quarta geração, com injectores piezo eléctricos e uma pressão de 2000 bar.A nova caixa automática de oito velocidades recorre a um conversor de binário e anuncia melhorias consideráveis em termos de suavidade, aceleração e economia, mas com o mesmo peso e tamanho da anterior, com apenas 6 relações. Segundo a BMW, a redução dos consumos ronda os 6%.

A Cegonha - branca (Ciconia ciconia) nidifica em quase toda a Europa, no Médio Oriente, Centro - Oeste Asiático, Nordeste de África e África Austral.

A Cegonha - branca (Ciconia ciconia) nidifica em quase toda a Europa, no Médio Oriente, Centro - Oeste Asiático, Nordeste de África e África Austral.
O Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal atribuiu o estatuto de conservação “Pouco Preocupante” à população portuguesa nidificante de Cegonha - branca.Na Europa, esta espécie tem a Categoria SPEC 2 («Species of European Conservation Concern»), dado que as populações europeias apresentam um estatuto de conservação desfavorável e a população mundial encontra-se concentrada na Europa.
Em Portugal, a Cegonha - branca é uma das duas espécies nidificantes do Género Ciconia. Mais comum do que a sua congénere Cegonha-preta (Ciconia nigra), a Cegonha-branca é uma ave com uma presença fortemente enraizada na nossa cultura, sendo um elemento característico da paisagem em muitas regiões do País e uma espécie normalmente admirada e respeitada pela grande maioria da população. Mais comum no Sul do país do que no Norte e Centro, a Cegonha - branca é presença constante nas searas e pousios alentejanos e nos arrozais que subsistem em Portugal, tendo-se assistido nos últimos anos a um aumento acentuado do número de efectivos que ocorrem no nosso país, ao longo de todo o ano.
Esta recuperação deve-se provavelmente ao efeito conjugado de diversos de factores. Por um lado, o fim de um período de seca de várias décadas nas suas áreas de invernada africanas e à proliferação de uma espécie exótica invasora, o Lagostim -vermelho da Louisiana , que na Península Ibérica, passou a constituir a base da sua dieta em várias regiões. Este crustáceo, permitiu que muitas centenas de cegonhas - brancas passassem a residir em Portugal, evitando a mortalidade associada à migração e invernada na África sub - sariana. Por outro lado, aos esforços de conservação dirigidos à espécie nas duas últimas décadas, designadamente a sua estrita protecção, à sensibilidade ambiental do público em geral relativamente a esta espécie e ao esforço coordenado do ICNB, dos agentes sociais e económicos (com destaque para as companhias de distribuição e transporte de electricidade, EDP e REN) e das organizações não-governamentais de ambiente.
Devido, em grande medida, à popularidade de que esta espécie goza em grande parte da sua distribuição mundial, a Cegonha - branca foi uma das primeiras espécies da avifauna alvo de recenseamentos coordenados internacionalmente.
MonitorizaçãoO primeiro recenseamento mundial de Cegonha - branca ocorreu em 1934. Como consequência da II Grande Guerra Mundial que assolou a Europa, só um quarto de século mais tarde, em 1958 foi realizado o segundo recenseamento mundial. A partir de 1974, ano em que decorreu o terceiro censo mundial, estes registos passaram então a realizar-se regularmente, de dez em dez anos.A Cegonha - branca foi a primeira espécie alvo de um recenseamento da população nidificante a cobrir a maioria do território português. Esse levantamento foi realizado no final da década de 50 por Santos Júnior (1961) e teve como base a realização de inquéritos. As enormes dificuldades que se deverão ter apresentado, uma baixa disponibilidade de recursos humanos, financeiros e de veículos, uma rede viária pouco desenvolvida aliada a um menor conhecimento sobre a importância relativa de cada região e habitat, foram certamente as principais causas para uma cobertura deficiente do terreno. O número de ninhos recenseados foi então de 3.490, certamente muito inferior aos que na realidade existiam (Santos Jr. 1961).
Entre 1974 e 1977 foi organizado um novo recenseamento nacional que teve como base inquéritos (Borges de Carvalho 1977) com confirmação in locco. Foram então contabilizados 1.930 ninhos neste levantamento, organizado pela primeira vez pelo Centro de Estudos de Migrações e Protecção de Aves (CEMPA), entidade então integrada nos Serviço de Estudos do Ambiente (e posteriormente no Serviço de Parques, Reservas e Património Paisagístico, no Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza e no Instituto da Conservação da Natureza). Finalmente em 1984, realizou-se o primeiro censo nacional amplo e abrangente, tendo sido então obtido um nível de cobertura muito razoável, já que foi prospectado todo o território nacional onde existiam registos de ninhos e/ou habitat disponível para Cegonha - branca. Foram recenseados 1.533 ninhos ocupados (Candeias & Araújo 1989). A partir de então o método de recenseamento manteve-se, mas o nível de cobertura foi melhorando, dada a maior disponibilidade de meios e a quantidade e capacidade de ornitólogos e colaboradores envolvidos.Em 1994, o número de ninhos ocupados recenseados foi de 3.302, verificando-se uma inversão da tendência de regressão populacional que vinha ocorrendo, tendo sido a população mundial de então estimada em 166.000 casais nidificantes (Schulz 1999).Em 2004, no seguimento daqueles levantamentos e inserido no VI Censo Mundial de Cegonha - branca (2004/2005), o ICN/CEMPA e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) promoveram e coordenaram o "V Censo Nacional da População Nidificante de Cegonha - branca", cujo relatório pode ser consultado nesta página.

O conselho de ministros aprovou hoje a constituição da sociedade Polis Litoral Sudoeste, para a requalificação do Sudoeste Alentejana e Costa Vicentin


O conselho de ministros aprovou hoje a constituição da sociedade Polis Litoral Sudoeste, para a requalificação do Sudoeste Alentejana e Costa Vicentina, com um capital inicial de 19,6 milhões de euros. A sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos tem por objecto a gestão, coordenação e execução do investimento a realizar no âmbito do Polis Litoral Sudoeste. O capital social de 19,6 milhões de euros divide-se pelo Estado, com uma participação de 51%, e os municípios de Odemira (19,2%), Aljezur (11,4%), Vila do Bispo (10,4%) e Sines (8%). De acordo com o decreto-lei aprovado hoje em conselho de ministros, pretende-se “assegurar uma efectiva potenciação dos recursos ambientais como factor de competitividade económica, proteger e requalificar ambientalmente toda a zona costeira e garantir condições de fruição pública do património ambiental e cultural local”. A intervenção estender-se-á ao longo da faixa costeira continental, entre São Torpes e Burgau, numa extensão de 150 km, totalizando uma área de intervenção com 9500 hectares, abrangendo os municípios de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo. O ordenamento e valorização de toda a faixa costeira, a reposição das condições de ambiente natural pela recuperação e protecção dos sistemas costeiros, a valorização e qualificação de 16 praias, a qualificação de quatro portinhos de pesca e seis pequenos aglomerados costeiros e a diversificação da vivência deste território pela criação de novos produtos turísticos ligados ao património natural e cultural presentes, são os grandes objectivos da sociedade agora constituída.

Esta quarta-feira a associação ambientalista Somos Olhão contestou em comunicado a dimensão das obras na Ria Formosa em Bias Sul, mas a entidade gesto

Esta quarta-feira a associação ambientalista Somos Olhão contestou em comunicado a dimensão das obras na Ria Formosa em Bias Sul, mas a entidade gestora do espaço natural alega que se trata de uma intervenção de interesse público. Para os ambientalistas, as obras representam um "atentado ambiental" que contribui para a "destruição de vários hectares de habitat natural", naquela zona de Bias Sul. As obras envolvem "meios pesados de grande capacidade de trabalho" que estão a proceder à "remoção de barreiras separadoras de salinas, canais e regueiras para zona de enchimento até cota mais elevada que as circundantes". Com esta intervenção, "constata-se de imediato a alteração da circulação das águas das marés, a destruição de toda a vegetação na área e vizinhança dos trabalhos" e de vários "comedouros de aves", acusam os ambientalistas. Perante esta situação, a associação exige "às autoridades que têm tutela sobre a Ria" que ordenem a suspensão de imediato de todos os trabalhos. No entanto, fonte do Parque Natural da Ria Formosa esclareceu que as "obras agora em curso em Bias Sul estão licenciadas e devidamente autorizadas", constituindo uma das "medidas compensatórias exigidas pelo Ministério do Ambiente como contrapartidas da autorização do alargamento do aeroporto de Faro". "As referidas obras, consideradas de interesse público, consistem na renaturalização de uma antiga piscicultura abandonada e a sua concretização no terreno decorre de uma Declaração de Impacto Ambiental, estando assim acautelados os impactos dos trabalhos sobre o meio envolvente", acrescenta o parque natural, que remete para quinta-feira mais esclarecimentos