Excesso de azoto nos solos leva ao desaparecimento de espécies vegetais


Excesso de azoto nos solos leva ao desaparecimento de espécies vegetais
Uma acumulação, mesmo fraca, de depósitos de azoto na vegetação e nos solos tem como resultado o desaparecimento gradual de espécies vegetais, alerta um estudo hoje divulgado pela revista Nature

A concentração actual desses depósitos, devida à utilização de fertilizantes azotados na agricultura e à queima de combustíveis fósseis, chega a ser sete vezes superior à que existia antes da revolução industrial, segundo investigadores norte-americanos. No Leste e no Centro dos Estados Unidos, a concentração de azoto passou de 1 a 3 quilogramas (kg) por hectare (ha) e por ano para 7 kg/ha/ano, enquanto na Europa Central chega a atingir 17 kg/ha/ano e em partes da Holanda a 100 kg/ha/ano.Os cientistas prevêem que o ritmo de crescimento da deposição de azoto nos solos em países asiáticos e latino-americanos em desenvolvimento venha a alcançar o dos países ricos dentro de 50 anos. Em síntese, o estudo - realizado por Christopher Clark e David Tilman, da Universidade de Minnesota (EUA) - conclui que a deposição de azoto nos ecossistemas diminui o número de espécies vegetais e modifica o funcionamento e a composição dos habitats.Ao estudaram as concentrações de azoto em pradarias do Minnesota, os dois investigadores constataram que o número de espécies vegetais diminui mais quando a taxa de azoto ultrapassa o seu nível natural. No local do estudo observaram que um aumento da concentração de azoto de 10 kg/ha/ano em relação ao nível natural observado nesse local, de cerca de 6 kg/ha/ano, provoca uma diminuição de 17 por cento do número de espécies vegetais.Quando a taxa sobe mais, o número de espécies diminui mas numa proporção mais fraca, reflectindo uma maior resistência das espécies sobreviventes às concentrações elevadas de azoto.«A boa notícia» - assinalam - «é que a perda de biodiversidade não é completamente irreversível: uma experiência mostrou que dez anos depois de se ter deixado de depositar azoto, o número de plantas voltou ao seu nível anterior. Mas as diferentes espécies não ficaram tão abundantemente representadas como anteriormente

Criminosos despistam fiscalização para derrubar árvores na Amazônia











Os responsáveis pela derrubada criminosa de árvores da Floresta Amazônica encontraram mais uma forma de burlar a vigilância e a lei. Veja o site do Jornal Nacional Os municípios de Lábrea e Boca do Acre, no Sul do Amazonas, estão na lista dos 36 que mais desmataram no Brasil entre agosto e dezembro de 2007. Para despistar a fiscalização, grileiros e fazendeiros estão desmatando no período de chuvas na Amazônia .
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Nessa época, as nuvens carregadas que cobrem a região prejudicam o monitoramento por satélite. De acordo com o analista ambiental, Carlos Francisco Gadelha, há dificuldade na fiscalização por falta de imagens de satélite e os fiscais precisam usar aeronaves como aviões e helicópteros. No fim de semana, os fiscais identificaram três novas áreas de desmatamento . Os buracos na floresta formam um corredor de ligação entre os lotes. Agentes da Polícia Federal apreenderam motoserras, armas, munição e cadernos de anotações com os nomes de vários trabalhadores. O responsável pela área ainda não foi identificado, mas poderá responder também por trabalho escravo.