A 5ª edição do Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima tem data marcada para 29 de Maio até 31 de Outubro de 2009
A 5ª edição do Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima tem data marcada para 29 de Maio até 31 de Outubro de 2009
Tendo em consideração as futuras eleições para o Parlamento Europeu, e reconhecendo a importância deste órgão no debate
Tendo em consideração as futuras eleições para o Parlamento Europeu, e reconhecendo a importância deste órgão no debate e enquadramento legislativo da temática ambiental a nível nacional, europeu e a nível mundial, a Quercus, o Geota e a LPN juntaram-se a outras dez organizações europeias na promoção do manifesto “Ambiente no Coração da Europa – Roteiro ambiental para 2009-2014”.
Prevenir a perda da biodiversidade e colapso dos ecossistemas, promover um sistema de energia limpa e eficiente, e fazer da Europa a economia mundial com maior eficiência nos transportes foram alguns dos temas levantados pelo manifesto, que, no passado dia 20 de Maio, foi enviado aos partidos e/ou ao cabeça de lista às eleições para o Parlamento Europeu.
Segundo informação das três associações nacionais, o Bloco de Esquerda subscreveu o documento e agendou uma reunião para o final de Junho para debater este assunto com as organizações responsáveis pelo envio do manifesto. Já a CDU reuniu com as associações e assumiu o compromisso de lutar pela implantação do documento, sem que tal coloque em causa o seu próprio programa eleitoral. Por sua vez, o Movimento Esperança Portugal subscreveu o documento numa sessão pública na Ericeira no passado dia 30 de Maio e o PNR subscreve todo o documento à excepção do ponto em que é rejeitada a energia nuclear como fazendo parte do mix energético para a Europa.
CDS/PP, PS e PSD não deram resposta
O maior partido da oposição, o PSD, realizou uma reunião com a Quercus e considerou o documento interessante, mas «não se viria a pronunciar», refere fonte da Quercus. Entre os maiores partidos com representação no Parlamento, o Partido Socialista e o CDS/PP «não deram qualquer resposta». O mesmo aconteceu com PCTP-MRPP, MMS, POUS, PH e Movimento Partido da Terra.Para a Quercus, GEOTA e LPN, «o desinteresse manifestado pelas temáticas ambientais, que vão ser cruciais para a Europa e também para Portugal por parte de alguns grandes partidos e também de outros com menor representação, mostra um enorme desrespeito pela sociedade civil e um risco para aquilo que a União Europeia, através do Parlamento Europeu, poderá vir a decidir nos próximos anos».
Prevenir a perda da biodiversidade e colapso dos ecossistemas, promover um sistema de energia limpa e eficiente, e fazer da Europa a economia mundial com maior eficiência nos transportes foram alguns dos temas levantados pelo manifesto, que, no passado dia 20 de Maio, foi enviado aos partidos e/ou ao cabeça de lista às eleições para o Parlamento Europeu.
Segundo informação das três associações nacionais, o Bloco de Esquerda subscreveu o documento e agendou uma reunião para o final de Junho para debater este assunto com as organizações responsáveis pelo envio do manifesto. Já a CDU reuniu com as associações e assumiu o compromisso de lutar pela implantação do documento, sem que tal coloque em causa o seu próprio programa eleitoral. Por sua vez, o Movimento Esperança Portugal subscreveu o documento numa sessão pública na Ericeira no passado dia 30 de Maio e o PNR subscreve todo o documento à excepção do ponto em que é rejeitada a energia nuclear como fazendo parte do mix energético para a Europa.
CDS/PP, PS e PSD não deram resposta
O maior partido da oposição, o PSD, realizou uma reunião com a Quercus e considerou o documento interessante, mas «não se viria a pronunciar», refere fonte da Quercus. Entre os maiores partidos com representação no Parlamento, o Partido Socialista e o CDS/PP «não deram qualquer resposta». O mesmo aconteceu com PCTP-MRPP, MMS, POUS, PH e Movimento Partido da Terra.Para a Quercus, GEOTA e LPN, «o desinteresse manifestado pelas temáticas ambientais, que vão ser cruciais para a Europa e também para Portugal por parte de alguns grandes partidos e também de outros com menor representação, mostra um enorme desrespeito pela sociedade civil e um risco para aquilo que a União Europeia, através do Parlamento Europeu, poderá vir a decidir nos próximos anos».
Em Portugal, o total de licenças entregue à indústria, durante o ano passado, foi de 30,49 milhões.

Em Portugal, o total de licenças entregue à indústria, durante o ano passado, foi de 30,49 milhões. O conjunto da indústria emitiu cerca de 29,91 milhões de toneladas de CO2 abaixo dos 30,7 milhões de 2007, o que corresponde a uma redução de cerca de 2,65 por cento.
O sector energético registou uma redução de 3,91 por cento nas emissões, em parte devido à produção de energia a partir de fontes renováveis. Outros sectores aumentaram as suas emissões. O sector da cogeração liderou essa subida, que atingiu as 188 mil toneladas, quase 9 por cento acima do valor registado em 2007. Já o sector cerâmico reduziu as emissões em quase 33 por cento, «sendo provavelmente o mais afectado pela crise económica», constata o relatório.
Independentemente destas alterações, é complicado «saber como será o ano de 2009 em relação aos níveis de produção industrial ou se a redução verificada resulta de melhores práticas de produção em termos de emissões ou é fruto das dificuldades económicas vividas pelos diferentes sectores», analisa Eduardo Marcos, director da SENDECO2.
De qualquer modo, assegura o especialista, «serão precisos ainda grandes esforços» para que Portugal consiga atingir em 2012 as metas estabelecidas. Isto porque «Portugal apresenta-se deficitário face aos compromissos assumidos em Quioto e a factura de não ultrapassar em 27 por cento as emissões de 1990 prevê-se excessivamente cara para os bolsos de todos os contribuintes», realça.
Mais licenças do que emissões
Durante aquele que foi o período experimental do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE), que se prolongou de 2005 a 2007, a contribuição deste mercado para esta redução foi «relativamente baixa», visto que o preço das emissões acabou praticamente nos zero euros e houve muito mais licenças atribuídas do que emissões produzidas, explica Júlia Seixas, professora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
Quanto a este segundo período, que se iniciou em Janeiro de 2008 e se estende até ao final de Dezembro de 2012, a também directora da consultora E.Value considera que «ainda é cedo» para fazer uma avaliação, até porque esta surge «mascarada» pela crise económica que o mundo está a atravessar e pela expectável contracção da produção.
Não obstante, no que concerne aos sectores emissores, inseridos no CELE, a especialista entende que «muitas empresas já têm políticas muito activas no sentido de reduzir o seu conteúdo carbónico» e que, com o que já se conhece do novo modelo de atribuição de licenças, no pós-2012 «as empresas portuguesas, como todas as companhias europeias, já perceberam que têm de incorporar nas suas decisões empresariais e de gestão a componente das emissões de carbono».
Emissões em Portugal: anos 2007 e 2008 por sectores
O sector energético registou uma redução de 3,91 por cento nas emissões, em parte devido à produção de energia a partir de fontes renováveis. Outros sectores aumentaram as suas emissões. O sector da cogeração liderou essa subida, que atingiu as 188 mil toneladas, quase 9 por cento acima do valor registado em 2007. Já o sector cerâmico reduziu as emissões em quase 33 por cento, «sendo provavelmente o mais afectado pela crise económica», constata o relatório.
Independentemente destas alterações, é complicado «saber como será o ano de 2009 em relação aos níveis de produção industrial ou se a redução verificada resulta de melhores práticas de produção em termos de emissões ou é fruto das dificuldades económicas vividas pelos diferentes sectores», analisa Eduardo Marcos, director da SENDECO2.
De qualquer modo, assegura o especialista, «serão precisos ainda grandes esforços» para que Portugal consiga atingir em 2012 as metas estabelecidas. Isto porque «Portugal apresenta-se deficitário face aos compromissos assumidos em Quioto e a factura de não ultrapassar em 27 por cento as emissões de 1990 prevê-se excessivamente cara para os bolsos de todos os contribuintes», realça.
Mais licenças do que emissões
Durante aquele que foi o período experimental do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE), que se prolongou de 2005 a 2007, a contribuição deste mercado para esta redução foi «relativamente baixa», visto que o preço das emissões acabou praticamente nos zero euros e houve muito mais licenças atribuídas do que emissões produzidas, explica Júlia Seixas, professora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
Quanto a este segundo período, que se iniciou em Janeiro de 2008 e se estende até ao final de Dezembro de 2012, a também directora da consultora E.Value considera que «ainda é cedo» para fazer uma avaliação, até porque esta surge «mascarada» pela crise económica que o mundo está a atravessar e pela expectável contracção da produção.
Não obstante, no que concerne aos sectores emissores, inseridos no CELE, a especialista entende que «muitas empresas já têm políticas muito activas no sentido de reduzir o seu conteúdo carbónico» e que, com o que já se conhece do novo modelo de atribuição de licenças, no pós-2012 «as empresas portuguesas, como todas as companhias europeias, já perceberam que têm de incorporar nas suas decisões empresariais e de gestão a componente das emissões de carbono».
Emissões em Portugal: anos 2007 e 2008 por sectores
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